MORTALIDADE MATERNA DE MULHERES NEGRAS: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EM ALAGOAS

Autores

  • Nathalia Christina Lopes Flores Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas
  • Jorge Luis de Souza Riscado
  • Jairo Calado Cavalcante
  • Yanne Carolline Silva Mesquita
  • Maria das Graças M. M. Taveira
  • Laudemi José de Oliveira

Resumo

A morte de uma mulher na gestação é um importante indicador de saúde da população feminina. Dessa forma, objetivou-se realizar pesquisa quantitativa, com a análise da mortalidade materna dos anos 2006 a 2015. Para cálculo da taxa de mortalidade materna utilizou-se os bancos de dados: SIM e SINASC, selecionando as cores/raças e gravidez, parto e puerpério. Foram confeccionados gráficos através do programa EXCEL e mapas de Alagoas ilustrando os resultados, com o programa TABWIN. Também foi realizada análise de razão de chances através de cálculo Odds Ratio. Em 2010 Alagoas apresentou população composta por 31% brancas, 8% pretas, 61% pardas (população negra 69%). Em comparação a essas porcentagens, as mortes maternas por raça/cor no ano de 2010 foram de 17% nas brancas, 9% nas pretas e 74% nas pardas (83% negras). Apesar disso, quando estimada a constituição racial do estado nos 10 anos a partir dos nascidos vivos, conclui-se população de 12% brancas e as negras 88% sendo 1% pretas e 87% pardas, enquanto a porcentagem de mortes para o mesmo período foi de 15% brancas, 80% pardas e 5% pretas (85% negras).  No cálculo do risco de morte pelo O.R. no segmento de cada raça cor as brancas obtiveram 0,359, pardas 1,591 e negras 1,561.  A cor preta, neste estudo, teve associação não significativa. Em relação à escolaridade, a morte das negras sempre tem elevados patamares, principalmente quando analisados os menores índices de escolaridade. Quanto maior a escolaridade, menores os índices de mortalidade. A 2ª região de Saúde de Alagoas apresentou as maiores taxas de mortalidade em 4 anos: 2007, 2011, 2012 e 2014. Os números no estado de Alagoas são bastante alarmantes em um pacto que reverbera em situação de saúde pública.

 

Biografia do Autor

Nathalia Christina Lopes Flores, Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas

Discente da Faculdade de Medicina pela Universidade Federal de Alagoas – FAMED/UFAL. Bolsista PIBIC – CNPQ.

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Publicado

12/01/2020

Como Citar

Lopes Flores, N. C., Luis de Souza Riscado, J., Cavalcante, J. C., Mesquita, Y. C. S., Taveira, M. das G. M. M., & Oliveira, L. J. de. (2020). MORTALIDADE MATERNA DE MULHERES NEGRAS: PERFIL EPIDEMIOLÓGICO EM ALAGOAS. Revista Portal: Saúde E Sociedade, 4(3), 1218–1230. Recuperado de https://seer.ufal.br/index.php/nuspfamed/article/view/7814

Edição

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