RESPOSTA DE SORGO INOCULADO COM Azospirillum brasilense A DOSES DE NITROGÊNIO EM COBERTURA

Autores

  • Roberto Kennedy Mortate
  • Bruno de Moraes Nunes Universidade do Estado de Minas Gerais - Unidade Ituiutaba
  • Estevam Matheus Costa Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde
  • Eleusa Maria Ferreira Rocha Universidade do Estado de Minas Gerais - Unidade Ituiutaba
  • Matheus Vinicius Abadia Ventura Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde
  • Leandro Spíndola Pereira Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde

DOI:

https://doi.org/10.28998/rca.v18i1.7388

Resumo

Estirpes de Azospirillum brasilense conseguem fornecer parte do nitrogênio que as gramíneas necessitam. Objetivou-se avaliar o efeito combinado da inoculação de A. brasilense e nitrogênio sobre as características agronômicas do sorgo granífero e a população de bactérias diazotrópicas nas raízes. O trabalho foi composto por duas etapas: 1- Ensaio a campo: T1= 200 Kg.ha-1 de ureia (U), T2= 300 mL ha-1 de inoculante + 50 Kg ha-1 de U, T3=300 mL ha-1 + 100 Kg ha-1 de U, T4=300 mL ha-1 +150 Kg ha-1 de U e T5=300 mL ha-1+ 200 Kg ha-1 de U, avaliando caracteres morfológicos e componentes de produção; 2- Ensaio em casa de vegetação: T1= 300 mL ha-1 de MG, T2= 300 mL ha-1 de inoculante + 50 Kg ha-1 de U, T3=300 mL ha-1 + 100 Kg ha-1 de U, T4= 300mL ha-1 +150 Kg ha-1 de U e T5= 300mL ha-1+ 200 Kg ha-1 de U, avaliando clorofila total, comprimento radicular e população de bactérias. Nos caracteres morfológicos, fisiológicos e componentes de produção, os tratamentos que receberam 150 e 200 Kg de ureia ha-1 combinado com inoculação foram superiores aos demais, no entanto, em casa de vegetação o tratamento com 200 kg de ureia ha-1 inibiu a proliferação das bactérias diazotróficas. Houve incrementos na produtividade do sorgo granífero quando utilizada inoculação, sendo possível a redução da adubação nitrogenada em 25% com a utilização de inoculação.

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Biografia do Autor

Roberto Kennedy Mortate

Engenheiro Agrônomo pela Universidade do Estado de Minas Gerais-UEMG (2016) e Mestre em Agronomia pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, área de concentração "Sustentabilidade na Agricultura" (2018)

Bruno de Moraes Nunes, Universidade do Estado de Minas Gerais - Unidade Ituiutaba

Engenheiro Agrônomo pela Fundação Educacional de Ituiutaba / Universidade do Estado de Minas Gerais (2010) e mestre em Microbiologia Agropecuária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2012). Atualmente é professor assistente IV da Universidade do Estado de Minas Gerais, atuando principalmente nos seguintes temas: controle químico e biológico de doenças de plantas; germinação e vigor de sementes de grandes culturas; fatores que afetam a qualidade da matéria-prima (sorgo sacarino e cana-de-açúcar); Produção e qualidade de forragens.

Estevam Matheus Costa, Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde

Discente do Programa de Pós Graduação em Ciências Agrárias  Agronomia (nível Mestrado); Engenheiro Agrônomo pela Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMGUnidade Ituiutaba; Técnico em Agroindústria pelo Instituto Federal de Ensino, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro - IFTMCampus Ituiutaba. Atualmente desenvolve pesquisas na área de Biologia e Manejo de Plantas Daninhas (Matologia), Integração Lavoura Pecuária (ILP), Manejo e Tratos Culturais e Tecnologia de Sementes.

Matheus Vinicius Abadia Ventura, Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde

Mestre em Ciências Agrárias pelo Instituto Federal Goiano campus Rio Verde (2019) e Bacharel em Agronomia pela Faculdade Evangélica de Goianésia (2017). Discente da Licenciatura em Matemática pela Faculdade Educacional da Lapa. Tem experiência em docência e no desenvolvimento de trabalhos nas áreas de Educação Ambiental, Projetos Socioambientais e Agroecológicos. Tem experiência na área de pesquisa e desenvolvimento em Agronomia, com ênfase em Microbiologia Agrícola, Agroecologia, Fertilidade e Ciência do Solo.

Leandro Spíndola Pereira, Instituto Federal Goiano - Campus Rio Verde

Acadêmico do curso de Agronomia, do Instituto Federal de Ciência, Educação e Tecnologia Goiano - campus Rio Verde. Aluno de Iniciação científica desde 2° Semestre de 2015(FAPEG 2015-2017; CNPq 2017-2018), do laboratório de plantas daninhas do IF Goiano - Campus Rio Verde.

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Publicado

2020-04-12

Edição

Seção

Ciências do Solo