Patrimônio, turismo e culturas populares: vários agentes, múltiplos desafios

Marluce Reis Magno, Regina Maria do Rego Monteiro Abreu

Resumo


Atualmente, a Folia de Reis Fluminense pleiteia o título de Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN. Trata-se de uma expressão cultural ressonante na cidade de Valença. O município realiza um dos Encontros de Folia de Reis mais antigo do país (em 2018 teve sua 47ª edição). Os agentes econômicos e públicos vêm se dedicando a desenvolver o turismo cultural, apostando nas singularidades históricas da Região do Vale do Café fluminense (inclui Valença), que se materializariam nas edificações da época e expressões da cultura popular ali existentes.O turismo cultural pode ser entendido como um “campo” no sentido bourdiano. Entre concessões e resistências, grupos de culturas populares interagem com agentes do poder público e econômico. Perspectivas de ajuda financeira tem sido sua principal motivação mas, o quanto estarão dispostos a flexibilizar nos valores e significados que configuram sua identidade para consegui-la? Quanto de interferência nos saberes e práticas ancestrais que detêm, e conformam sua memória coletiva, esses grupos estarão dispostos a assimilar? Se resistem, que mecanismos utilizam? Este artigo pretende refletir sobre tais questões, tomando como caso de estudo o movimento de Folia de Reis do município de Valença-RJ, a partir de pesquisa de campo realizada, e interagindo com o trabalho de outros pesquisadores na área das culturas populares.

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Revista Iberoamericana de Turismo - RITUR Penedo, Alagoas, Brasil. ISSN: 2236-6040.


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