Do café no vale ao Vale do Café: antinomias na produção e no consumo da bebida em cenários de hospitalidade
Resumen
O Vale do Café fluminense tem consolidado sua memória através da atividade turística. Ainda que haja indícios da atividade na década de 1960, é partir da década de 1990 que as fazendas históricas da região começam a se preparar para receber visitantes de variadas localidades do país com maior profissionalismo. O legado da cafeicultura imperial, bem como da pecuária que a sucede, permitiu que anfitriões tornassem a cultura material presente junto a estas fazendas em serviços e produtos aos hóspedes. Ainda assim, a nomeação do território turístico que engloba municípios do Sul e Centro Sul do estado do Rio de Janeiro chama a atenção por trazer uma antinomia ligada à ausência da produção de café. Ainda que as tecnologias aplicadas para produzir serviços de hospitalidade comercial deem conta de resgatar parte da memória da cafeicultura imperial, a ausência dos pés de café na maioria das fazendas históricas causa estranheza em visitantes da região. Este trabalho, resultado de uma tese, tem como objetivo relatar os processos de reinvenção da cafeicultura por conta da mediação do turismo na região, tendo como metodologia a análise de dados referentes às compilações de entrevistas semiestruturadas realizadas com atores sociais da hospitalidade, fotografias e dados secundários obtidos em inventários da região.Descargas
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Publicado
2019-03-29
Cómo citar
D’Onofre, D. G., & Portilho, F. (2019). Do café no vale ao Vale do Café: antinomias na produção e no consumo da bebida em cenários de hospitalidade. RITUR - Revista Iberoamericana De Turismo, 9(1), 154–169. Recuperado a partir de https://seer.ufal.br/index.php/ritur/article/view/7096
Número
Sección
Artigos
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