Um percurso pela Filosofia Prática e História das Ciências sobre a constituição dos zoológicos como espaços de lazer e de musealização científica

Alan Curcino Pedreira da Silva, Maria de Fátima Nunes, Marconi José Pimentel Pequeno

Resumo


Este artigo trata da constituição dos zoológicos como espaços delazer e de musealização científica, utilizando-se, como recurso metodológico, um percurso por entre os campos da Filosofia Prática e da História das Ciências. Parte da origem e evolução da relação entre o homem e os demais animais, sob dimensões culturais, ético-políticas e de direitos dos animais, para descrever a história da formação dos zoológicos numa perspectiva mundial. Dos primeiros zoológicos da antiguidade aos zoológicos contemporâneos, a compreensão e as práticas dos zoológicos como museus de ciência são determinadas através do reconhecimento dos zoológicos como espaços privilegiados de poder e educação ao longo da história. Na atualidade, destaca-se a dimensão conservacionista dos zoológicos aliada à utilização do desenvolvimento da ciência e da tecnologia em prol da popularização de conhecimentos advindos destes espaços, como espaços de (in)formação e lazer. Conclui que as implicações culturais, ético-políticas e de direitos dos animais atuais exigem novos caminhos e discussões em face das ações relacionadas aos zoológicos e suas novas concepções no século XXI para além de zoológicos de animais, includentes de possibilidades para vida humana, vida artificial e alienígena.


Palavras-chave


zoológico; museu científico; filosofia prática; história das ciências

Texto completo:

PDF



Locations of visitors to this page

Revista Iberoamericana de Turismo - RITUR Penedo, Alagoas, Brasil. ISSN: 2236-6040.


Licença Creative Commons
Os originais publicados na Revista Iberoamericana de Turismo estão disponibilizados de acordo com uma Licença Creative Commons 3.0 Brasil (obrigatoriedade de atribuição de créditos/vedado uso comercial/vedada criação de obras derivadas/permitida citação referenciada).