Por um pensar com a alma: a estória de Riobaldo como gesto do pensar-sentir

Autores

  • André Luiz Silveira da Cunha Melo Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.28998/revistaleitura.v1i73.13177

Resumo

Este breve artigo aproxima o pensar-sentir da prosa rosiana, demonstrada com excelência em Grande Sertão: Veredas, com a razão-poética de María Zambrano, em uma tentativa de defender a literatura (poesia) como maneira válida e coerente de pensar a realidade na contemporaneidade. Para tanto, é sugerido o papel do poeta como uma espécie de místico que “sacraliza” os espaços ao conciliar caos e ordem em um gesto criativo que tenta organizar o mundo. Admitir a poesia – o caos – como parte dessa organização é essencial para (re)criar a realidade a todo instante e engenhosamente significa-la e compreende-la, percebendo o mundo como uma confluência de estórias (do campo das possibilidades) e não uma história (lógica e factual).

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Publicado

30/08/2022

Como Citar

SILVEIRA DA CUNHA MELO, A. L. Por um pensar com a alma: a estória de Riobaldo como gesto do pensar-sentir. Leitura, [S. l.], v. 1, n. 73, p. 140–150, 2022. DOI: 10.28998/revistaleitura.v1i73.13177. Disponível em: https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/13177. Acesso em: 8 dez. 2022.