A variável sexo/gênero no português falado no sertão alagoano

Autores

DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.2020v0n66p35-50

Palavras-chave:

Sociolinguística. Linguagem. Sexo. Gênero. Sertão alagoano

Resumo

Pesquisas sobre o português falado no sertão alagoano mostram que a variável sexo/gênero não apresenta significância estatística, pautando a ideia de que a língua da comunidade não sofre o efeito desse fator. Neste trabalho, apresentamos uma revisão dos trabalhos feitos com base no falar do sertão alagoano, de modo a analisar o efeito do sexo/gênero sobre a língua falada na comunidade e discutir a respeito dos motivos que levam ao descarte da variável. Utilizamos como corpus de análise os trabalhos feitos sob o projeto A Língua Usada no Sertão Alagoano (VITÓRIO, 2014), tais quais os de Feitosa (2017), Rodrigues (2018), Silva (2017), Silva (2018) e Silva (2018). Constatamos que os números obtidos sobre a significância recaem na pouca diferença entre os homens e as mulheres nos fenômenos linguísticos, demonstrando que não há dispersão no comportamento de ambos sexos/gêneros. Frente a exclusão estatística, discutimos sobre motivos que levam a esse resultado – como a tendência a inclusão de gênero apenas binário e a visão tradicional dos papéis sociais – na medida em que observamos novos aportes que podem auxiliar na observação da relação linguagem/gênero. Contamos com a colaboração bibliográfica de autores como Eckert e McConnel-Ginet (2010), Freitag (2015), Labov (2008) entre outros.

Biografia do Autor

Viviane Novais, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Mestranda em Estudos Linguísticos pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal de Sergipe (UFS) na área de descrição, análise e usos linguísticos. Graduada em Letras (Português) pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) Campus do Sertão. Durante a graduação, foi monitora da disciplina Teoria Linguística I e bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID/CAPES). Em 2018, atuou como professora de Língua Portuguesa na rede municipal de ensino, em Delmiro Gouveia/AL, através do Programa Novo Mais Educação/MEC. Atualmente é integrante do Grupo de Estudos em Linguagem, Interação e Sociedade (GELINS), coordenado pela Profª Drª Raquel Meister Ko. Freitag. Está desenvolvendo pesquisa na área da Sociolinguística Variacionista com ênfase em fenômeno morfossintático numa perspectiva de Deslocamentos e contatos linguísticos.

Manoel Siqueira, Universidade Federal de Sergipe (UFS)

Mestrando em Estudos Linguísticos pelo Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Graduado em Letras - Língua Portuguesa pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL), participou como bolsista no Programa Institucional de Bolsas em Iniciação Cientifica (PIBIC/CNPq) no período de 2017/2018, participou do Programa Institucional de Bolsas em Iniciação à Docência (PIBID/CAPES) no período de 2016/2017, foi monitor da disciplina de Língua Latina no período de 2016.1 e monitor colaborador da disciplina de Fonologia do Português no período de 2018.1 na UFAL. Participou do grupo de pesquisa A Língua Usada no Sertão Alagoano entre 2017 e 2020. Participa do Grupo de Estudos em Linguagem, Interação e Sociedade (GELINS) desde 2019. Tem interesse na área de Sociolinguística - com ênfase em aspectos morfossintáticos, sintáticos, contatos linguísticos, variação e ensino de língua materna -, Fonética e Fonologia.

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Publicado

12/12/2020

Como Citar

NOVAIS, V.; SIQUEIRA, M. A variável sexo/gênero no português falado no sertão alagoano. Leitura, [S. l.], n. 66, p. 35–50, 2020. DOI: 10.28998/2317-9945.2020v0n66p35-50. Disponível em: https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/9614. Acesso em: 17 ago. 2022.

Edição

Seção

Estudos Linguísticos