As vozes do romance: o dito marcado pelo não-dito, em A Resistência (2015), de Julián Fuks

Autores

  • Caroline Navarrina de Moura Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.2020v0n66p261-270

Palavras-chave:

Resistência. Romance. Formalismo. Narrador. Fuks

Resumo

O gênero romance surge no âmbito literário para que sirva de espaço para personagens de cunho comum e pertencentes às classes mais humildes da sociedade, como a classe média. O presente trabalho tem como objetivo observar e analisar a trajetória da personagem narradora do romance do autor brasileiro Julián Fuks, A Resistência (2015), verificando como a forma em que a busca incessante pelo irmão na obra permite expressar a particularidade de um momento na História, a ditadura militar, e simultaneamente a interpretação dos fatos narrados permite a existência da possibilidade de dois narradores. A metodologia utilizada é o realce e o destacamento de duas passagens em que o narrador do romance descreve seu irmão, contudo, as descrições são contraditórias. A bibliografia baseia-se nos trabalhos O Homem e seus Símbolos (1964), A Ascensão do Romance (1959), do professor e psiquiatra austríaco Carl G. Jung e do teórico literário Ian Watt, respectivamente, “Da evolução literária”, de Yuri Tynianov, formalista russo, e o conceito de plurilinguismo, de Mikhail Bakthin. Assim, graças à maneira como é estruturado o romance moderno contemporâneo juntamente com o uso da linguagem literária do autor em questão, podemos conceber a possibilidade de dois narradores irmãos.

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Publicado

12/12/2020

Como Citar

DE MOURA, C. N. As vozes do romance: o dito marcado pelo não-dito, em A Resistência (2015), de Julián Fuks. Leitura, [S. l.], n. 66, p. 261–270, 2020. DOI: 10.28998/2317-9945.2020v0n66p261-270. Disponível em: https://seer.ufal.br/index.php/revistaleitura/article/view/9950. Acesso em: 10 ago. 2022.

Edição

Seção

Estudos Literários