A reforma do “novo Ensino Médio”: uma interpretação para o ensino de ciências com base na pedagogia histórico-crítica

Bárbara Carine Soares Pinheiro, Neima Alice Menezes Evangelista, Edilson Fortuna de Moradillo

Resumo


Neste artigo fazemos um estudo teórico de análise da Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017, que legisla sobre a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, mais conhecida como a Reforma do Novo Ensino Médio. Apresentamos, aqui, os artigos da medida que mais impactaram no Ensino Médio: o aumento da carga horária anual de 800h para 1400h; a escolha dos estudantes por itinerários formativos específicos; a inserção de profissionais com “notório saber” e as regras de financiamento da educação pública. Argumentamos, de acordo com a Pedagogia Histórico-Crítica como essas mudanças afetam a educação e, particularmente, o Ensino de Ciências, negativamente - na perspectiva da formação integral -, acentuando a diferença entre escolas públicas e particulares e prejudicando, principalmente, os filhos e filhas da classe trabalhadora do nosso país, que dependem de um ensino público, gratuito e socialmente referenciado.


Palavras-chave


Reforma do Ensino Médio; Novo Ensino Médio; Ensino de Ciências; Pedagogia Histórico-Crítica.

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